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13/12/2017 - h

Comissão de Obras e Serviços Públicos vistoria obra de recuperação da Barragem do Bacanga

A obra de recuperação da Barragem do Bacanga foi iniciada em 2015, quando a barragem sofreu um colapso, no mês de outubro, por conta da falta de manutenção da barragem, ocasionado pelo rompimento da comporta principal, e teve um primeiro prazo de entrega para dezembro de 2016 e um segundo para agosto último. O projeto completo de recuperação da Barragem do Bacanga está avaliado em R$ 48 milhões.

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Por Ribamar Santana / Agência Assembleia

Os deputados Eduardo Braide (PMN) e Fábio Braga (SD), membros da Comissão de Obras e Serviços Públicos da Assembleia, visitaram, na tarde desta terça-feira (12), a obra de recuperação da Barragem do Bacanga. O subsecretário de Estado da Secretaria de Infraestrutura (SINFRA, Adenilson Pontes, Técnicos da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA), do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Maranhão (CREA), o cientista ambiental Márcio Vaz e moradores do entorno acompanharam a visita.

A obra de recuperação da Barragem do Bacanga foi iniciada em 2015, quando a barragem sofreu um colapso, no mês de outubro, por conta da falta de manutenção da barragem, ocasionado pelo rompimento da comporta principal, e teve um primeiro prazo de entrega para dezembro de 2016 e um segundo para agosto último. O projeto completo de recuperação da Barragem do Bacanga está avaliado em R$ 48 milhões.

Em maio deste ano, a Comissão de Obras e Serviços Públicos vistoriou a obra e ouviu da empresa responsável pelos serviços, à época, que concluiria a obra em agosto último. Porém, hoje, se constatou que mais um prazo de conclusão dos serviços não foi cumprido.

Segundo Adenilson Pontes, foi contratada a empresa Gomes Sodré para concluir a obra, uma vez que a empresa anteriormente responsável não cumpriu com o prazo de conclusão, que seria 21 de agosto. “Mas já fizemos a substituição da comporta, que se encontra em pleno funcionamento. Estamos, agora, no trabalho de recuperação das duas pontes, que está mais demorado porque optamos por um método que evita a interdição do trânsito, por isso está mais demorado”, explicou.

NOVO PRAZO DE CONCLUSÃO DA OBRA

No entanto, de acordo com Adenilson Pontes, até o final deste ano, a obra será concluída, ficando para o próximo ano o projeto de Revitalização do Entorno da Barragem, que ainda está em fase de elaboração, atendendo a uma determinação do Ministério Público Estadual (MPE).

Para o engenheiro do CREA, Geraldo Lago, é muito importante que as obras públicas recebem visitas, pois isso ajuda na fiscalização da correta aplicação dos recursos e contribui para esclarecer a população. “Essa obra de recuperação da Barragem do Bacanga é de grande importância, pois impacta uma significativa parcela da população ludovicense. Os deputados e moradores estarem aqui vistoriando é muito bom. Só temos a ganhar com isso”, salientou.

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MORTANDADE DE PEIXES E OCUPAÇÃO DESORDENADA DO ENTORNO DA BARRAGEM

O presidente da União de Moradores do Sá Viana, Pedro Soares Cutrim, conhecido por “Gaspar”, mostrou preocupação com a mortandade de peixes, fato que ele afirma que acontece desde os anos 80 e que ele atribui ao processo de abertura e fechamento das comportas. “Se não houver um método sistemático de abertura e fechamento das comportas, vamos continuar tendo mortandade de peixes, e as famílias de pescadores que se sustentam do que pescam no Lago do Bacanga, mais uma vez prejudicadas. Vamos exigir da SINFRA uma tabela com datas e horários de fechamento e abertura da comporta”, advertiu.

O cientista ambiental e consultor da SINFRA, Márcio Vaz, explicou que a questão da mortandade de peixes não se deve à obra de recuperação da barragem, mas a uma combinação de vários fatores. “Fatores ambientais, relacionados à temperatura e salinidade da água, fatores antrópicos, ou seja, causados pela intervenção do homem, como é o caso do esgoto que é despejado aqui e ao processo desordenado de ocupação do solo, que vem ocorrendo no entorno da barragem. A soma de tudo isso submete os peixes a um grande estresse, que leva a sua morte”.

“Essa é uma obra essencial. Agora, estamos com a plena capacidade de renovação das águas do Lago do Bacanga, que estava reduzida devido ao problema ocorrido em 2015. Mas enquanto não for resolvido o problema de saneamento do entorno da Barragem do Bacanga, continuaremos com o agravamento do problema da poluição dessa área, que recebe um volume diário de esgoto de 250 mil pessoas”, acentuou Márcio Vaz.

A técnica da SEMA, Mara Caroline, parabenizou os deputados e os órgãos envolvidos na visita pela iniciativa e defendeu a participação da população no processo preservação da Barragem do Bacanga. “É fundamental o envolvimento da população quanto a compreensão da importância dessa obra e sua conscientização para ajudar na sua preservação. É preciso que a população do entorno conheça os impactos dessa obra em suas vidas. Não é só a questão dos que aqui pescam e daqui tiram seu sustento. Há outras dimensões a serem consideradas”.

AVALIAÇÃO DOS DEPUTADOS

“Espero que o Governo do Estado, por meio da SINFRA, cumpra com esse novo prazo e que a gente possa, plenamente, ter colocado em funcionamento a operação das comportas. O que a gente espera é que os problemas que já tivemos, como a questão do alagamento de casas e a mortandade de peixes, principalmente nos períodos de inverno e de maré de lua, quando se tem um volume de água um pouco maior”, declarou o deputado Eduardo Braide.

Eduardo Braide acrescentou que a Comissão de Obras e Serviços Públicos vai elaborar um relatório sobre a vistoria realizada e acompanhar a entrega da obra de substituição das comportas e recuperação das pontes, assim como o projeto de revitalização do entorno da Bacia do Bacanga. “Vamos cobrar, após a entrega da obra, que o serviço abertura e fechamento das comportas seja executado por uma empresa especializada e que não cause mais prejuízo e transtorno à população do entorno da Barragem”, acrescentou.

Fábio Braga demonstrou preocupação quanto ao risco de se ter um alagamento das áreas do entorno da Barragem do Bacanga que estão abaixo do nível do mar como, por exemplo, o bairro Sá Viana. “É preciso que se tenha um plano muito bem elaborado de operação de abertura e fechamento das comportas. A obra aqui realizada vai permitir que se renove as aguas do Lago Bacanga mais vezes que antes. Mas é uma operação complexa e que exige muito cuidado”, ressaltou.


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